Muitos alunos ficam confusos com a gramática inglesa, e é bastante fácil perceber porquê. Os alunos são repetidamente confrontados com formas verbais que lhes disseram ser do ‘passado’ mas que, numa análise mais atenta, na verdade têm pouco a ver com o passado. Os alunos frequentemente têm dificuldade em diferenciar entre ‘tempo verbal’ e ‘tempo’ e lutam para compreender que, só porque algo está escrito de uma forma que parece ser um tempo passado, não significa que esteja realmente a falar sobre o passado.
Uma forma de tornar isto um pouco mais fácil é olhar para isso como ‘distanciamento’. Em inglês, usamos linguagem que parece com as formas do passado para criar distância. Criamos:
Distância temporal – ou distância relacionada com o tempo.
I met him in the bar.
Aconteceu no passado, e a forma do passado simples do verbo ‘met’ é utilizada.
Distância hipotética – ou distância relacionada com situações irreais
If I had a million dollars, I would buy you a house.
Distância social – ou distância por cortesia
I was wondering whether it would be possible to have the day off.
Nestes exemplos, apenas o primeiro tem algo a ver com o tempo passado, criando distância do agora até um ponto no passado. Os outros fazem apenas parte daquela coisa maravilhosa a que chamamos inglês. Distância hipotética é criada usando o conjuntivo – acontece que o conjuntivo em inglês é igual à forma do passado simples do verbo em todos os casos exceto ‘be’. Usamo-lo aqui para criar distância da realidade – ‘Eu não tenho um milhão de dólares, mas se eu did…’. O mesmo pode ser dito do distanciamento social. Se estou a falar com o meu amigo e quero uma bebida, é provável que eu pergunte ‘Can I have a drink?’. Se estiver no Palácio de Buckingham com a Rainha, provavelmente perguntarei ‘Could I have a drink please?’ pois normalmente sou educado quando falo com a realeza 🙂




